O IDAI foi e está sendo devastador. Milhares de cidadãos abrangidos, patrimónios privados e públicos perdidos, infra-estruturas destruídas, vidas que sofreram mudanças violentas em poucas horas. O texto tem como título o day after (o dia seguinte/depois) do ciclone. Isto é, quando as primeiras acções de emergência (fornecimento de água e alimentação, restabelecimento das vias de comunicação (mesmo que precário) e de telecomunicações estiverem concluídos. Trata-se de restabelecer, quanto possível, a economia, os serviços, os alojamentos, enfim…o modo de vida das pessoas.
Este IDeIAS nº 110, da autoria de Crescêncio B.G. Pereira, relata o decurso da eleição municipal de 2018 em Marromeu. O texto constata que apesar da forte competição política verificada, sobretudo durante a campanha eleitoral, a parcialidade, falta de transparência e de profissionalismo por parte dos órgãos de gestão eleitoral e da polícia, particularmente nas fases da votação e apuramento de votos, descredibilizaram a eleição naquela vila municipal, tornando-a num falhanço democrático.
O Banco Central está promovendo a constituição do Fundo Soberano em Moçambique. Este texto pretende referir o que é um FS, porque e em que circunstâncias se constitui, para que serve, como deve funcionar, ajustando-se a cada realidade. Alguns países têm FS e cada um possui regras e utilizações diferenciadas. As realidades não são similares, por exemplo, Noruega e Timor Leste. Essas experiências estão sendo consideradas. Em muitos casos, as lições das más experiências são também importantes, por exemplo, para se evitarem desvios (uso indevido, desvios de dinheiro, falta de transparência na gestão, politização e controle do poder e das suas elites).
Parece que, no meu labirinto tudo é aceite e ninguém deve reclamar, teme-se que qualquer coisa possa acontecer…! Aqui, é onde as decisões são tomadas e só depois do seu impacto e prejuízo é que se possível podem ser analisadas. “Não há mais dispensas para o ensino geral em Moçambique, ou seja, não há dispensas nas classes de exame”. Esta foi a última das mais trémulas notícias de Janeiro de 2019, dada pelo nosso tão intransigente governo, que diz se ter baseado no número 2 do artigo 83 do regulamento de avaliação do ensino primário, secundário, alfabetização e educação de adultos.