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Eles maculam as danças tradicionais...
Vida e Lazer - Cultura
Escrito por Redação  
Quinta, 18 Outubro 2012 18:00

Em Nampula, norte de Moçambique, associações culturais que velam pela preservação das danças tradicionais locais como, por exemplo, o Tufo e o Nsope, consideram que nos últimos tempos têm surgido grupos que adulteram as danças a fim de satisfazerem os seus interesses materiais...

De acordo com Associação dos Grupos Culturais de Mulheres da Ilha de Moçambique, na província de Nampula, o fenómeno da adulteração das danças tradicionais pode estar associado a crises sociais, com particular enfoque para a financeira.

É que, em resultado da demanda que as referidas modalidades artístico-culturais possuem por parte de turistas, pessoas sem base intelectual e histórica sobre o Tufo, o Nsope e o Massebwa – algumas das danças mais instrumentalizadas – praticam-nas com o mero objectivo de ganhar dinheiro.

Em virtude disso, as ditas manifestações de arte e cultura do povo de Nampula ficam desprovidas de todo o sentido e valor de cultura tradicional que os caracterizam. “Proliferam, na província de Nampula, grupos que se assumem como praticantes de Tufo e Nsope. Como aprenderam? Quem lhes ensinou?

Procurando-se as respostas na forma como os ditos grupos se relacionam com a dança, nota-se imediatamente, em resultado da sua baixa qualidade de performance, que simplesmente enganam as pessoas – com destaque para os turistas – para satisfazer os seus interesses económicos”, considera Tuquia Abacar Juma, a secretária da Associação dos Grupos Culturais de Mulheres da Ilha de Moçambique, a organização que dirige mais de dez formações que praticam Tufo, Nsope e Massebwa.

Segundo Tuquia Abacar, a deturpação das danças nota-se no que toca à maneira de dançar, dos cânticos que eles entoam, incluindo a sua indumentária.

Acredita-se que só na cidade de Nampula existem mais de dez grupos “piratas” que possuem o mesmo nome, o que, no entender da fonte citada, mostra que os envolvidos na prática criam os seus núcleos para manchar os artistas que operam na área há anos.

“Quando uma criança brinca mal, ainda que chamada à atenção se mostra arrogante, por fim, é considerada mal-educada. É essa a conotação que, em resultado do comportamento dos aludidos mercenários, ganham os verdadeiros praticantes do Tufo, Nsope e Massebwa”, refere a dirigente.

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